segunda-feira, 26 de abril de 2004

Third Eye Blind
Never Let You Go

Essa música você adorava... Ironia, já que você prometeu sua mãe que iria ver seu avô doente em Patos... E você vivia dizendo: "Nunca vou virar as costas para nós dois..."

=(

segunda-feira, 15 de março de 2004

Foto

Ainda não consegui jogar sua foto fora da carteira...
Aliás, ainda não consegui te jogar fora da minha vida... Passei em frente ao P. Chaves ontem. Um monte de alunos saindo. O sinal tava fechado e a coisa mais difícil pra mim é acontecer o que aconteceu neste dia: Esperar você sair de um desses lugares que eu te pegava... Enquanto eu tava ali parado, saíram uns 40 pirralhos, e eu só conseguia pensar: A Julianna tinha que sair dali também... Tenho um áudio gravado de uma música do Kid Abelha que a gente tocou juntos. Eu sempre ouço sua voz cantando...
Honestamente eu não consigo ainda dizer se isso me faz muito mal ou muuuuito bem... Quanto mais as lembranças te trazem pra perto de mim, mais certeza eu tenho de que você não volta mais mesmo...
Sempre que abraço sua mãe, tenho a sensação de estar abraçando você... sempre que entro naquela casa, olho lá pro corredor e por um segundo só eu imagino que você está lá, dormindo, e eu na sala esperando você acordar. Era assim no começo do nosso namoro... Seu quarto era um território "intocável". Era tão bom assim... Aquele poster horrível do Rick Martin sem camisa era brochante. Hoje tudo que eu queria era te ver ali, parada, babando nele.
Aliás, eu queria te ver de qualquer jeito, em qualquer situação em que você pudesse estar em pé, com saúde, viva e trilhando seu caminho, mesmo que não fosse comigo do seu lado.
Seguramente eu trocaria de lugar com você naquele fim de semana, só para que você fizesses seus planos acontecerem como você sempre me contou... Não tenho mais coragem de ir para a Austrália e visitar todos aqueles lugares que você sempre quis conhecer. Fico tentando não pensar nisso, mas tem tanta coisa que você não teve oportunidade de viver e nem vai ter mais... Não vejo justiça na mecânica de funcionamento da vida.
Não entendo... de verdade...

quarta-feira, 10 de março de 2004

...

Seu aniversário hoje. E vão fazer 2 anos que você está em algum lugar por aí...
Lembrei do último aniversário... Que presente mais mixuruca que eu te dei. Sou tão imbecil que eu sempre deixava para a última hora. Tudo né?

Queria você aqui hoje... Sim sou egoísta. EU QUERIA VOCÊ AQUI!

sábado, 22 de novembro de 2003

Questionamentos

Na verdade esse blog vai ser um processo de cura... Fico imaginando o por quê você teve que entrar naquele carro, viajar naquele dia e qual a razão de apenas você ter partido. Quem sou eu para questionar os caminhos divinos, mas nos 5 anos que estivemos juntos, 3 fazendo planos de envelhecer um do lado do outro, aconteceu tanto e ao mesmo tempo tão pouco... Fico imaginando se foi o bastante segurar suas mãos, te fazer rir, te fazer chorar com as minhas criancisses, te matar de raiva com minha imaturidade... Esse talvez tenha sido o jeito de você dar o troco né?
Sabe o que é pior disso tudo? Eu não posso reparar... Não posso dar outra chance... Não posso nem ter a frustração de te perder para outro cara, o que seria infinitamente menos doloroso do que não ter um endereço pelo qual te procurar...
Falei em cura, mas não sei... Não sei bem se eu estou pronto para escrever como se eu estivesse endereçando isso a você... O pior de tudo é ter a certeza absoluta de que você nunca vai ler isso.
Eu podia ficar pedindo desculpas aqui pelas coisas todas ruins que eu te fiz passar, e com isso lembrar as partes ruins, mas você era muuuuito melhor do que qualquer situação ruim que eu tenha feito você passar comigo. Acho que eu nunca mais vou achar uma menina para empurrar meu carro velho e sem gasolina. Lembro também do dia que você falou em amor pela primeira vez, numa carta que eu tenho até hoje. Foi em 1997. To aqui, pouco depois de fazer 22 anos. E eu acho que vou ter que viver com a culpa de nunca saber como teria sido nossa vida juntos... Seu ataques de sonambulismo, o jeito que o seu nariz mexia enquanto você conversava, seu jeito tímido de falar sobre a gente... Que droga!!!!!
QUE DROGA!!!
Só consigo lembrar da noite que a gente decidiu que ficaríamos juntos, deitados no parabrisas daquele chevete velho que minha mãe tinha, olhando pro céu estrelado. Acho que eu nunca falei isso pra ninguém. Nunca contei como foi aquela noite, que a gente talvez tenha conversado mais do que qualquer outro dia ou noite. Já senti tédio várias vezes com alguns assuntos seus (desculpa por isso), mas nesse dia você me fez ter certeza de que eu tava com a menina certa. Foi nesse dia que eu comecei a te ver de outra maneira... Você não era mais a namoradinha com quem eu finalmente transava todo fim de semana... você era minha cumplice... A nossa mentira para os pais para fazer nossa primeira viagem juntos (escondidos, para Sacramento... duas criancinhas de 17 anos, eu sem habilitação), nossa tarde no lago.
O que eu mais gostei de você foi o jeito simples com que você levava a vida, com a forma que você via a gente... Nunca teve pressão de dinheiro. Comecei a sair de novo (desculpa por isso também), mas com nenhuma delas dá aquela "liga" que tínhamos. Tento não comparar, mas não adianta. Acho que no fundo, o problema é que nenhuma delas é você.

Sei lá... acho que é isso que tenho a falar...